quarta-feira, janeiro 16, 2008

Vil máscara






















Vil máscara…
António Zumaia

Vil máscara de mil cores enganosa;
Doente a perversidade escondia.
De arco-íris vinha tão formosa,
cantava o Trovador que a queria.

Na máscara a sua vida escondeu
e deu ser, aos seus macabros desejos.
O Trovador nunca compreendeu,
que a traição se escondia nos seus beijos.

No Broquel enfeitou o seu punhal;
Nas cores deu destino à sua sorte.
Expurgou-se de tudo o que era mal
e o Trovador sentiu em si… a morte.

Sines - Portugal
14/01/2008

terça-feira, janeiro 15, 2008

AMO

















Amo
António Zumaia

Amo as pedras que tu pisas.
Amo a mulher que tu és.
Amo a espuma das marés,
quando nelas tu deslizas.

Amo se me fazes perdido.
Amo quando te entregas.
Amo até quando sonegas,
sussurros no meu ouvido.

Amo porque és meu sonho.
Amo a estouvada mulher.
Amo quando ela me quer,
dar um destino risonho.

Amo o ar que tu respiras.
Amo tudo que me dás.
Amo tudo que és capaz,
porque no amor tu deliras.

Amo ser teu e tu minha.
Amo louco o teu gemido.
Amo dizer-te ao ouvido,
que tu és minha rainha.

Sines - Portugal
09/01/2008

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Natal da Criança













Natal da Criança
António Zumaia

Criança, pureza de sentimentos,
o teu imaginário é de luz…
Misturas brinquedos, divertimentos,
com belo nascimento, de Jesus.

Sonha criança, pois curta é a vida;
Mas se podes, faz dela um NATAL…
Enleva-te no sonho esquecida,
da crueza da vida e do mal.

Sonha criança, breve o não serás…
É o teu cruel destino viver
e o Pai Natal, não mais o verás.

Serão outras vidas que vais querer;
Sonhos de criança… realizarás,
se tiveres a força, para vencer…

domingo, dezembro 16, 2007

3º Domingo do Advento do Senhor

















3º Domingo do Advento do Senhor

E na vela dos pastores,
há justiça e liberdade.
Sem escravos ou senhores,
TUA palavra, a VERDADE…

António Zumaia
Sines - Portugal

sábado, dezembro 15, 2007

Deus menino



















Deus menino
António Zumaia

Natal... é quando o homem sorri
e sente a beleza do divino...
Até eu... esqueço o que vivi,
ao me aparecer o Deus menino.

Na candura de uma criança,
dá Jesus a primeira lição;
Dá-nos o amor e a esperança,
que embeleza... nosso coração.

Foi na beleza da humildade,
feito homem que ELE nasceu...
Portador de uma fragilidade,
tinha o poder que Deus lhe deu.

É sempre milagre o nascimento
e como qualquer homem nasceu...
Dos reis Magos foi deslumbramento,
nos ensinamentos... que nos deu.

Doce bebé que nasceu em Belém,
luz do mundo... de DEUS o sinal.
Deu-nos a esperança que exista o bem
e deu-nos... a glória do NATAL.

Sines - Portugal
03/12/2005

domingo, dezembro 09, 2007

2º Domingo do Advento do Senhor















2º Domingo do Advento do Senhor

Foi na vela de Belém,
que nasceu a nossa luz…
Na bondade que DEUS tem,
dar o seu Filho Jesus.

António Zumaia
Sines - Portugal
09/12/2007

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Chegando o grande dia













Vai chegar o grande dia,
preciso de descansar.
Belas prendas eu queria,
para aos meninos dar.

António Zumaia
Sines - Portugal

quinta-feira, dezembro 06, 2007

A magia da noite de NATAL…














A magia da noite de NATAL…
António Zumaia

Na família é noite de NATAL;
Magia de amor familiar…
A alegria nos rostos é total,
porque a família, vai comemorar.

De Jesus menino, seu nascimento;
Exultem corações com alegria,
esqueçam neste dia o lamento.
Ser o NATAL sempre, que bom seria.

E assim nesse calor familiar,
sente-se essa magia que é amor
e que só pais e filhos, pedem dar…

Deus menino para ti, uma flor…
O NATAL é magia de sonhar,
de nossos corações, o esplendor.

Lágrima no natal



















As lágrimas no NATAL,
são pérolas do Oriente.
Para todos são sinal,
do que a nossa alma sente.

António Zumaia
Sines - Portugal

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Feliz Natal

1º Domingo do Advento do Senhor
















Nesta vela dos profetas,
foi a promessa da luz…
Nossas esperanças concretas,
era a vinda de Jesus.

António Zumaia
Sines - Portugal
02/12/2007

É Natal













É Natal
António Zumaia

O ruir de velhas esperanças,
E sentir que uma mão se estende...
É Natal.

O lutar uma vida inteira,
E sentir que alguém o relembra...
É Natal.

A lágrima da tristeza,
Seca com muito carinho...
É Natal.

Quando a dor nos corrói as entranhas,
E uma palavra de amor nos anima...
É Natal.

Quando tudo parece acabar,
E nos indicam um caminho...
É Natal.

O homem tudo cria afinal,
Os sentimentos são obra sua;
No palácio ou até na rua
Faz nascer... O Natal!

Sines - Portugal

O Natal é alegria






















O NATAL é alegria,
seja do rico ou do pobre…
Fazer como DEUS queria,
ser puro e de alma nobre.

António Zumaia
Sines - Portugal

Pai Natal


Canção de Natal











CANÇÃO DE NATAL
António Zumaia

NATAL…

Vamos cantar o NATAL,
com ternura e amor…
Porque ele é afinal,
vinda de NOSSO SENHOR.

Ao nascer ELE nos deu,
exemplo de humildade;
Seu amor nos concedeu
e nos mostrou a VERDADE…

Vamos, pois O festejar,
com amor e com ternura;
Conjugando o verbo amar,
para JESUS… com ventura.

O NATAL é nascimento,
alegra o coração;
Mostrando merecimento,
fiquemos em oração…
Vamos fazer a vigília,
com a SAGRADA família.

Um dia JESUS nasceu
e a fé ELE nos deu…

Foi JESUS que por sinal,
ao nascer… Fez o NATAL.


FELIZ NATAL para todos.

Dezembro















Dezembro

Dezembro é felicidade…
Neste mês nasce Jesus;
Vai nos trazer a verdade
e Sua Divina Luz.

Dezembro já é Natal…
Que é mês de amor também.
Jesus nasce afinal,
do ventre da sua mãe.

Dezembro é alegria…
É Jesus que vai nascer;
Ser puro tanto queria,
para assim o receber.


Que neste mês de Dezembro de 2007, Deus ilumine os homens para comungarem na Justiça e na Paz.
A Sua vinda seja repleta de luz e amor entre irmãos de todas as Nações e Credos.

António Zumaia
Sines - Portugal

quarta-feira, novembro 28, 2007

Sonhei… Fiz… Lembrei…


















Sonhei… Fiz… Lembrei…
António Zumaia


Sonhei…

Foi o sonho da minha juventude,
desfrutar um dia de um belo amor.
Na mulher via a flor… e a virtude;
Como nos ilude… essa bela flor.

Sonhei o mundo de belas vestais,
fazendo amor num delírio constante:
Ser o amante… sonho de arraiais.
Jovem não mais… Mas homem delirante.

Fiz…

Quantos sonhos que nunca realizei.
Outros foram prados das minhas flores.
Nos amores… Neles peregrinei;
Saboreei… a fonte dos amores.

Tomei em minhas mãos todo o amor.
Tive nas mãos as rédeas do prazer.
Quis ter… Da vida todo o seu sabor;
No amor… Realizei o viver.

Lembrei…

Tenho agora a doce nostalgia,
ao relembrar a vida que passei.
A beijei… E eu tanto o queria;
Lembraria… que sempre a desejei.

Esqueço nas brumas o meu passado.
Já vivo na minha recordação.
Coração… já não está mais a meu lado;
Viver acabado… Da ilusão.

Sines – Portugal
30 de Setembro de 2007

domingo, novembro 04, 2007

Água... vida - António Zumaia - 1 ano -



















Um livro é mais um filho,
que é feito com muito amor.
É do poeta o brilho,
o perfume de uma flor.

Zumaia

quinta-feira, novembro 01, 2007

Saudades... Mãe!


















Saudades... Mãe!
António Zumaia

Neste céu… de estrelas cravejado,
vejo uma que brilha, mais além…
Talvez até eu tenha sonhado,
mas pareces tu… querida mãe!

Entre as estrelas sempre te vi,
do teu filho, dona do amor…
A estrela… parece que sorri,
são estrelas no jardim… do Senhor.

Brilha minha mãe… dá-me um sinal,
para apagar de mim, esta saudade…
Não chores ó mãe, porque afinal,
tua ausência para mim… é maldade.

No meu céu, quero-te vislumbrar,
de nuvens brancas sempre enfeitada.
Com essa luz, que te faz brilhar,
por teu filho eternamente amada.

*****
Sra. Joaquina Afonso Lopes Basílio Ferreira.
- Nascimento 28 de Agosto de 1909
- Falecida a 23 de Março de 1993

*****

Do livro
Mar... Lusitano Amor
de António Zumaia
página 92

*****
Sines - Portugal
01/11/2007

segunda-feira, outubro 15, 2007

Porque estou só






















Porque estou só
António Zumaia

Porque estou só?

Porque o meu destino assim o quis.
Relegado tristemente na rua
e sem poder ao menos ser feliz.
Eu sou como o sol e tu como a lua.

Porque estou só?

Tal como os velhos lobos da serra,
uivando poemas, de flores singelas;
Já cansado e prostrado por terra,
muito farto de lutas e querelas.

Porque estou só?

Porque o mar separa a minha vida,
semeando o caos no meu pensamento.
Sonho na minha ilusão perdida,
rugindo de louco… o meu lamento.

Porque estou só?

Porque desse mar… apenas sobejo.
Desejei apenas para mim amor…
A divina graça de um simples beijo;
Nesse mar dilacerei minha dor.

Porque estou só?

Foi sonho a nau que por mim passou,
ecoam meus gritos na Costa Norte.
Em neblina a nau se dissipou,
fiquei só… foi ditada a minha sorte.

Sines - Portugal
13/10/2007