domingo, agosto 19, 2007

Poema















Ninguém vence o invencível... O LOUCO.

O tempo do poeta
António Zumaia

Não tenho tempo de sobra,
a toda hora ele passa;
É a vida que o cobra,
como pomba que esvoaça.

Quando o meu tempo findar,
deixo o beijo de ternura;
Poemas para cantar,
das rosas a formosura.

Não viverei na saudade,
porque o meu tempo parou.
Enfrentarei a verdade,
da vida que em mim passou.

Não fui grande nem pequeno,
não passei despercebido…
Como homem, fui sereno;
Simples poeta esquecido.

O meu tempo já vivi,
nem sempre o aproveitei;
Nos poemas que escrevi,
um grande amor desenhei.

Morre o homem… O poeta,
esse tudo de si deu…
Mulher a musa dilecta,
dos poemas que escreveu;

Poeta… simples profeta,
o homem nele morreu.

Sines – Portugal
09 de Agosto de 2007

Sem comentários: